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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Líderes da Revolta de Búzios são reconhecidos como heróis!

A presidenta Dilma Rousseff sancionou, em 4 de março último, a Lei 12.391, que determina a inscrição dos nomes dos líderes da Revolta de Búzios no Livro de Aço dos Heróis Nacionais. Enforcados em praça pública, João de Deus do Nascimento, Lucas Dantas de Amorim Torres, Manuel Faustino Santos Lira e Luís Gonzaga das Virgens e Veiga são símbolos do movimento que reviu os ideais de liberdade e igualdade no País.
A Revolta ocorreu em 1798, época em que os princípios iluministas e a independência dos Estados Unidos influenciavam fortemente os ideais libertários dos brasileiros, que contrastavam com a precária condição de vida do povo negro. O grande diferencial do movimento foi a articulação de grupos mais pobres da população baiana para defender propostas que realmente os representassem.
OUTROS PRINCÍPIOS – A conspiração surgiu das discussões promovidas pela Academia dos Renascidos e foi apoiada pelas mais diversas classes sociais, tornando-se um dos primeiros movimentos populares da história do Brasil. Seus princípios eram a emancipação da colônia e a abolição da escravidão; o objetivo, transformar o Brasil numa república democrática. O sonho foi realizado, porém só 147 anos depois.
O Livro de Aço dos Heróis Nacionais, no qual estão registrados os quatro líderes da Revolta, fica exposto permanentemente no Panteão da Pátria e da Liberdade. Para quem deseja visitá-lo, o Panteão fica localizado no Eixo Monumental, Praça dos Três Poderes, na capital do Brasil, onde pode ser visto em qualquer dia da semana (inclusive nos feriados), entre as 9h e 18h.

“Animai-vos, povo bahiense, que está por chegar o tempo feliz da nossa liberdade, o tempo em que seremos todos irmãos, o tempo em que seremos todos iguais” (lema da Revolução de Búzios)

Conheça os heróis da Revolta de Búzios
João de Deus do Nascimento (1761 – 1799)
Filho de mulata alforriada com português, João de Deus nasceu em Salvador. Inconformado com a situação de miséria da colônia, participou de reuniões secretas, juntamente com estudantes, comerciantes, intelectuais, soldados e artesãos. Ao tomar conhecimento da Revolução Francesa, passou a discutir os ideais liberais e as possibilidades de sua aplicação no Brasil.

Lucas Dantas de Amorim Torres ( 1775 – 1799)
Pardo, escravo liberto, soldado e marceneiro, Lucas Dantas foi o responsável pela reunião de representantes das mais diversas classes sociais para debater sobre a liberdade e a independência do povo baiano.

Manuel Faustino Santos Lira (1781 – 1799)
Filho de escrava liberta e pai desconhecido, Manuel Lira também nasceu em Salvador. Foi um dos primeiros suspeitos pela autoria de panfletos anônimos que conclamavam a população a defender a “República Bahiense”.

Luís Gonzaga das Virgens e Veiga (1763 – 1799)
Soldado, negro, Luís Gonzaga das Virgens e Veiga era o mais letrado entre os líderes da revolta. Descendia de portugueses e crioulos. Sentiu e expressou o sentimento de revolta contra o preconceito de cor dominante no seu tempo. Foi autor do mais polêmico manifesto feito durante o movimento.

sábado, 27 de novembro de 2010

O Alufá Rufuno

A Livraria LDM e Editora Companhia das Letras convidam para o lançamento do livro


O ALUFÁ RUFINO
TRÁFICO, ESCRAVIDÃO E LIBERDADE NO ATLÂNTICO NEGRO (c.1822 – c.1853)

de João José Reis, Flávio dos Santos Gomes e Marcus J. M. de Carvalho


Sexta-feira, 03 de dezembro de 2010, das 18h às 21h
LIVRARIA LDM - Rua Direita da Piedade, 22 – Piedade
(Próximo ao Banco do Brasil e à Secretaria de Segurança Pública)
Telefone: 2101-8007/2101-8000

A Obra:

Este livro, escrito a seis mãos por especialistas na história da escravidão no Brasil, reconstitui a movimentada biografia de Rufino José Maria e faz uma abrangente análise do contexto histórico do Brasil e da África no século XIX.
Nascido no antigo reino africano de Oyó, escravizado na adolescência por um grupo étnico rival, adquirido por traficantes brasileiros e levado para Salvador da Bahia, o protagonista destas fascinantes páginas da história do Brasil teve sua biografia dividida pelo oceano. A vida de Rufino foi plena de aventuras e desventuras. Após conseguir sua alforria, tornou-se cozinheiro assalariado de navios negreiros e, na maturidade, no Recife, alcançou o posto de alufá, guia espiritual da comunidade de negros muçulmanos.

Os Autores:
João José Reis
Possui graduação em História pela Universidade Católica do Salvador (1974), também cursou Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (1971-75), obteve título de mestre em História (1977) e doutor em História (1982) pela University of Minnesota.
Atualmente é Professor Titular do Departamento de História da Universidade Federal da Bahia.

Flávio dos Santos Gomes
Possui licenciatura em Historia pela UERJ (1990), bacharelado em Ciências Sociais pela UFRJ (1990), mestrado em História Social do Trabalho (1993) e doutorado em História Social (1997), ambas pela Unicamp.
É professor do programa de pós-graduação em História da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Marcus J. M. de Carvalho
É professor da Universidade Federal de Pernambuco e autor de Liberdade: Rotinas e Rupturas do Escravismo, Recife 1822-1850. (Editora Universitária-UFPE, 2002).